Como alguns já devem ter reparado, o brasileiro às vezes tende a ver aquilo que é oriundo do seu país ou da região da América Latina como algo de menor valor em relação àquilo que vem dos chamados países do primeiro mundo (EUA, Japão ou os europeus, por exemplo).

Mujeres Com Guitarra, de Codelia Urueta Justamente por isso faço questão de divulgar a mostra Latitude: Mestres Latino-Americanos na Coleção FEMSA, exibida no Instituto Tomie Ohtake. Com curadoria de Rosa María Rodríguez Garza, o espaço reúne 41 obras de artistas latino-americanos que representam, por meio das diversas manifestações de artistas renomados, a pluralidade cultural da América Latina e Caribe. A Coleção FEMSA é composta por obras provenientes da Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México, Nicarágua, Uruguai e Venezuela, de artistas vanguardistas do início do século XX, do pós-guerra e da década de oitenta do século passado.

A exposição revela a influência do cubismo nos pintores latino-americanos, o retrato
e a paisagem como testemunhos da identidade, o aporte estético da América como arte universal e a incorporação do surrealismo na plástica latino-americana.

SERVIÇO:

Latitude: Mestres Latino-Americanos na Coleção Femsa
Onde: Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, tel: 2245-1900.
Quando: De terça a domingo, das 11:00 às 20:00 horas. ATÉ 05/04.

Como alguns de vocês devem se lembrar, eu escrevi recentemente sobre as inúmeras qualidades de São Paulo, essa cidade super-hiper-mega-blaster-agitada, que tão bem acolhe gente de todo o mundo. No entanto, ainda que possua diversas virtudes, São Paulo também têm lá seus defeitos. É essa composição entre bom e ruim que marca as especificidades da nossa metrópole.

Agora, se você quer saber um pouco mais do que há de especial em São Paulo, eu recomendo a exposição Cartografias Dissidentes, que será aberta amanhã, dia 4 de outubro às 15:00, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Sete artistas brasileiros e dois coletivos ibero-americanos lançam um olhar artístico sobre cidades como Caracas, Havana, Madri, Bilbao, Santiago, Barcelona e Buenos Aires, Cidade do México, além de São Paulo. São nove vídeos, ou seja, pura arte eletrônica, concebidos especialmente para a exposição.

Cartografias é o primeiro filhote do projeto Paradas em Movimento, criado pelo CCSP para dar maior suporte às exposições audiovisuais, assim como para dinamizar sua programação. São dez estações multimídias, equipadas com um monitor LCD de 32 polegadas e uma cúpula sonora cada uma.

Logo após a abertura, às 16:00, haverá uma mesa redonda com o curador José Miguel G. Cortés, os artistas Glória Martí e Antoni Abad e o antropólogo José Guilherme Magnani.

SERVIÇO:

Cartografias Dissidentes
Onde: R. Vergueiro, 100, Paraíso, tel: 3383-3402.
Piso da Biblioteca, Piso Flávio de Carvalho e Piso Caio Graco.
Quando: de 04/10 a 21/11. De terça a sexta, das 10:00 às 20:00. Sábados, domingos e feriados, das 10:00 às 17:00.

OBS: no dia 05/10, a exposição estará fechada devido às eleições.

O que mais te incomoda em São Paulo?

O fato de se sentir só em meio à multidão, uma metrópole cada vez mais desumana e uma rotina sufocante, onde não há perspectivas?

Essas pelo menos eram as percepções do diretor Luis Sérgio Person em 1965 que as transmitiu no filme “São Paulo S/A” e você terá a oportunidade de assisti-lo no CINUSP e verificar o que mudou, ou melhor, se algo mudou para 2008.

O filme faz parte do CICLO DE CINEMA LATINO-AMERICANO PROLAM que possui uma programação repleta de 15 de setembro a 03 de outubro e conta com o espetacular “O Banheiro do Papa” que em breve terá um post especial, divulgando-o.

São Paulo S/A
18 de setembro, quinta-feira às 19hs
19 de setembro, sexta-feira às 16hs

Local: CINUSP PAULO EMÍLIO (100 lugares)
Rua do Anfiteatro, 181, Colméia – Favo 04
Cidade Universitária – São Paulo/SP
(11)3091-3540
ENTRADA FRANCA