Já faz tempo que o Tudo Por Nada não comenta sobre algum dos três grandes eventos gratuitos que rolam na cidade de São Paulo: Este Mundo É Meu! E As Sete Sementes…, Festival CCJ Independente e Antídoto. Mas isso não quer dizer que eles já terminaram – muito pelo contrário. Os dois primeiros vão até o dia 31 e o Antídoto até a próxima quinta-feira, dia 23. Dessa vez eu vou falar sobre algumas boas dicas o do Este Mundo e do Antídoto. Sobre o CCJ Independente eu irei falar nos próximos dias. Não perca!

ESTE MUNDO É MEU!

Viva ao verde

O que significam as árvores para as populações urbanas? Como é visto o verde em ambientes urbanos e industrializados? Como os indivíduos e o coletivo das cidades interagem com o ecossistema urbano? Racionalidade, espiritualidade e sensibilização das comunidades urbanas e rurais serão discutidas no Fórum de Reflexões – Áreas Verdes, Comunidades e Conservação. Dia 21/10, das 19:30 às 22:00 no Centro Cultural São Paulo.

A Educação Ambiental têm se colocado como um importante instrumento para a compreensão e a conscientização sobre questões ambientais, no exercício da cidadania e na busca de transformação da realidade socioambiental. O debate do Fórum de Reflexões – Comunicação e Participação Ambiental explicitará princípios e práticas da Educação Ambiental em ambientes diversos como Escolas, Comunidades e Meios de Comunicação, na busca da melhoria da qualidade de vida. Dia 21/10, das 19:30 às 22:00 no Centro Cultural São Paulo.

+ DE ESTE MUNDO

ANTÍDOTO

Viva ao mundo

No dia 21/10, das 17:00 ás 19:00, acontece no Itaú Cultural o debate Facções e Fronteiras Invisíveis. Apesar do tom pejorativo que costuma acompanhar o termo, facção é simplesmente um conjunto de pessoas que pensam e agem de maneira diferente da maioria. Esta mesa discute as relações entre as facções e as fronteiras invisíveis da sociedade, como o preconceito e a intolerância.

Já no debate Produções Culturais, os palestrantes falarão das experiências, dos conceitos, dos problemas e das vitórias envolvidos no desenvolvimento de projetos culturais em países africanos como Burundi, Burkina Faso, República Democrática do Congo e Ruanda. Dia 22/10, das 17:00 às 19:00, no Itaú Cultural.

SERVIÇO:

Itaú Cultural
Av. Paulista, 149, tel: 2168-1777.

Centro Cultural São Paulo
R. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel: 3383-3402.

Quem freqüenta o blog há algum tempo, já deve ter reparado que o Tudo Por Nada já falou de eventos relacionados a culturas de todo o mundo. Já comentamos de exposição indígena, de mostra de cinema árabe, italiana, peça sobre o judaísmo, enfim.

Só que até agora a gente não tinha falado nada sobre a cultura africana, que, aliás, é a raiz de vários de nossos aspectos culturais (seja na dança, na língua, na culinária, na música, no jeito de ser). Mas agora os seus problemas acabaram. Não perca a exposição Bijagós – A Arte dos Povos da Guiné Bissau, aberta ao público até o dia 19 de novembro no Museu Afro Brasil, localizado no Parque do Ibirapuera. Com curadoria de Emanoel Araújo, a mostra traz 78 peças produzidas pelos Bijagós, habitantes das ilhas da costa de Guiné Bissau, na África, e usadas e rituais e festas.

As obras produzidas pelos Bijagós têm o reconhecimento crítico internacional pelas qualidades e particularidades em suas obras de escultura. Os povos bijagós foram descobertos pelos portugueses entre os séculos 15 e 16. Independente de Portugal desde 1973, após violentos conflitos, a República de Guiné-Bissau é hoje um país pobre, que depende da ajuda internacional.

Foto do usuário do Flickr "ARTExplorer"

Há estudiosos que se referem aos bijagós como “escultores do espírito” pelo grande domínio técnico, artístico e religioso demonstrado em objetos sagrados ou receptáculos conhecidos como “irãs”. Eles acreditam que, depois da morte, a alma vagueia na selva até assentar-se em uma escultura, também chamada de “espaço estável”.

SERVIÇO:

Bijagós – A Arte dos Povos da Guiné Bissau
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, tel: 5579-0593.
Quando: De terça a domingo, das 10:00 às 17:00 (permanência até as 18:00).

A Oficina Cultural Amácio Mazzaropi, criada em agosto de 1990, é um centro fomentador da cultura brasileira em São Paulo. A casa que fica na região do Brás, zona leste da capital paulista, trabalha o resgate da cultura popular e o intercâmbio entre artistas com atividades nas diversas expressões da arte, para amadores e profissionais. Um dos cursos oferecidos para esse segundo semestre do ano, é a Oficina de dança Afro, coordenada por Marilene de Almeida Santos. As inscrições poderão ser feitas até o dia 6 de setembro, e o critério de seleção para as 40 vagas disponivéis será apenas a ordem da efetuação da matrícula. As aulas terão duração de 3 horas,  em dois dias semanais, por 3 meses e meio, e os interessados devem ter idade igual ou superior a 17 anos.

Oficina de dança Afro
De 8/09 até 15/12 – segundas e quartas-feiras – 18:30 às 21:30

Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Av Rangel Pestana, 2401 – Brás 6292 7071 / 6292 7711