a rainha Elizabeth II. Desde o dia 22 de janeiro é possível conferir no Museu Brasileiro da Escultura a exposição fotográfica “Chop Off Their Heads“, que traz 50 imagens do fotógrafo britânico Rankin. Com talento para persuasão, o fotógrafo construiu uma galeria de registros surpreendentes por apresentarem as celebridades muito além da tradicional imagem que se tem delas. Pense no nome de qualquer pessoa que esteja numa improvável lista de centenas de famosos – ela certamente já posou para as lentes de Rankin. De Elizabeth II (ao lado), rainha da Inglaterra, ao rei do pop Michael Jackson, passando por Tony Blair, Bjork, as irmãs Olsen e Kate  Moss.

A mostra representa um olhar contraditório sobre a nova sociedade midiática na qual a qualidade mais importante a ser ostentada é a visibilidade. Afinal, para os “bonitos e famosos”, ter talento, poder e riqueza não é o bastante; eles precisam ser revelados a fim de garantir para si um espaço de consagração. E Rankin os revela, mas “cortando suas cabeças”. 

SERVIÇO:

Chopp Off Their Heads
Onde: Av. Europa, 218, Jardim Europa, tel: 3081-8611.
Quando: De terça a domingo, das às 19:00 às 19:00 horas.

Foto de João Correia Filho

O esporte é uma das maneiras mais eficientes de inclusão social. Não apenas retira crianças, jovens e adultos do mundo do crime, como também lhes ensina, ultrapassando os limites do corpo, valores cruciais para o convívio em sociedade, tais como: coragem, disciplina, senso de justiça, vida em coletividade  e respeito às diferenças.

Não à toa, o esporte é usado como símbolo de progresso e de valorização nacional. Basta dar uma olhada em países como Cuba, Estados Unidos, Chinas e a antiga União Soviética. O sucesso nos esporte representa, sob os olhos da população, o caminho do futuro – um sinal que o país vai melhorar.

No caso de Cuba, por exemplo, não há como negar o sucesso dessa política. Modalidades como vôlei, judô e boxe têm facilmente suas histórias atreladas a atletas cubanos. E é justamente esta última modalidade, o boxe, o tema da exposição Cubanos: Povos de Luta, aberta até o dia 15 de fevereiro no SESC Vila Mariana.  A mostra celebra os 50 anos da Revolução Cubana, retratando as condições em que o boxe é praticado no país.

SERVIÇO:

Cubanos: Povo de Luta
Onde: R. Pelotas, 141, Vila Mariana, tel: 5080-3000.
Quando: De terça a sexta-feira, das 9:00 às 21:30 horas. Sábados e domingos, das 10:00 às 18:30 horas.

Obra de Walter Nomura

Anteontem foi o último dia para visitar a exposição Trimassa, que rolou na Choque Cultural. Mas se você acha que a sua cota de arte urbana acabou, você está geometricamente enganado.

Particularmente, eu aprecio muito a chamada street art (navegue pelos hiperlinks e se divirta). Desde quando eu ajudei uma amiga minha no seu trabalho de conclusão de curso, em que ela precisava editar uma revista sobre grafite, comecei a entender melhor o espírito da coisa e acabar com certas visões pré-definidas.

Bom, indo direto para o que interessa, desde o dia 27 de outubro, a Galeria Bergamin recebe a exposição Contra O Verso, que reúne obras de oito artistas brasileiros e com curadoria de Carmo Marchetti. São apresentados diversos trabalhos entre pintura, desenho, escultura, colagem e fotografia, além de intervenções feitas diretamente no espaço da galeria.

Obra de Herbert Baglione

Obra de Herbert Baglione

Os artistas Bruno Novelli, Flavio Samelo, Felipe Yung, Herbert Baglione, Francisco Rodrigues da Silva, Alex Hornest, Alexandre Cruz e Walter Nomura, com estratégias e propostas diferentes, trazem para a exposição o resultado do processo de transferência do trabalho de cada um para o espaço expositivo da galeria, assumindo assim uma nova dinâmica de relações com o público de arte contemporânea. Guardam referências contextuais e estéticas dos movimentos ligados à contracultura: o grafitti, o punk, o hip-hop, o skate urbano, fanzines, stickers, lambe-lambe e pichação.

Contra O Verso da arte conceitual, caminha em direção ao minimalismo reducionista. Valida a arte do feito à mão. Resgata o desenho, a pintura, a escultura, a colagem a fotografia. A superfície da obra assume papel relevante. A imagem é o fio condutor de idéias. No suporte, a relação do artista torna-se física e gestual. A narrativa é resposta às reflexões pertinentes às dialéticas urbanas.

Obra de Flávio Samelo

Obra de Flávio Samelo

Fotos e parte do texto: Balady Comunicação.

SERVIÇO:

Contra o Verso
Onde: R. Rio Preto, 63. Jardim Paulista, tel: 3062-233.
Quando: De segunda a sexta-feira, das 11:00 às 19:00. Sábados, das 11:00 às 15:00. Até 29/11.

É bem provável que você já deva ter enjoado de ler posts meus falando sobre exposições fotográficas. Quem vê, pensa que eu só falo disso ou que meus posts são patrocinados pela Kodak.

Para não perder a mania, eu apresento dessa vez a mostra A Cidade e Suas Margens, em exibição no Museu da Casa Brasileira até o dia 26 de novembro. Nela, a artista plástica Elisa Bracher expõe 70 imagens da Favela da Linha, localizada na zona oeste de São Paulo, e de algumas cidades do Nordeste, de onde virão alguns de seus moradores.

A mostra busca refletir sobre as condições improvisadas de habitações na metrópole, que embora precárias e feitas com resíduos e materiais industrializados disponíveis, revelam inventividade expressiva de soluções. Além disso, a mostra traz um olhar incomum sobre as favelas, que normalmente são vistas como redutos de pobreza onde reina a homogeneidade de construções. Trilhando o caminho contrário, Elisa buscou registrar momentos em que a comunidade revela suas singularidades, exprimindo a criatividade de seus moradores nas formas e cores das casas e barracos.

Também estará em exibição um DVD com aproximadamente meia hora de duração, que documenta a visita de Elisa Bracher às famílias dos moradores da Favela da Linha em 16 localidades do Nordeste.

SERVIÇO:

A Cidade e Suas Margens
Onde: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2075, Pinheiro, tel: 3032-3727.
Quando: Todos os domingos, das 10:00 às 18:00. Até 16/11.

Coleção das horas que faltam o solidão de bolso?, de Eduardo Kessedjian

"Coleção das horas que faltam o solidão de bolso?", de Eduardo Kessedjian

Fotografar é uma arte? É óbvio que sim. E eu digo por experiência própria. Não que eu seja um gênio da câmara ou algo do tipo, mas como estudante de Jornalismo cursei um ano de Fotografia, parte integrante da grade curricular. Nesse tempo aprendi noções básicas de fotografia, algumas teorias de imagem, como revelar um filme, como usar a luz corretamente, como conseguir um bom enquadramento, enfim, várias técnicas que hoje em dia já não lembro mais.

Mas se você gosta ou entende dessa arte, não perca a exposição Identidades Contrapostas, em cartaz até o dia 30/11 no Instituto Tomie Ohtake. A mostra reúne cerca 40 trabalhos de 18 artistas do Acervo Porto Seguro de Fotografia, que trabalham como diferentes recursos. As imagens apresentam técnicas como múltiplas exposições, baixas velocidades e fotomontagens. Entre os fotógrafos estão Fernando Lemos, German Lorca, Cássio Vasconcellos, Avani Stein e Marcelo Lemer.

Cartão Postal 0242B, de Clayton Camargo Jr.

"Cartão Postal 0242B", de Clayton Camargo Jr.

SERVIÇO:

Identidades Contrapostas
Onde: A. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, tel: 2245-1900.
Quando: De terça a domingo, das 11:00 às 20:00. Até 30/11.

Como todos já sabem, o Tudo Por Nada é um blog que promove apenas a programação cultural gratuita de São Paulo. Por mais interessante e original que seja um determinado evento, caso custe, por exemplo, 50 centavos, ele não será divulgado aqui no blog. Isso porque nós do Tudo Por Nada acreditamos que a cultura e a arte, de forma geral, devam ser acessíveis a todos, pois elas são poderosas ferramentas de inserção social.

mudança por meio da fotografia (foto de Renato Santana)

Click: mudança por meio da fotografia (foto de Renato Santana)

Se você quiser ver com os próprios olhos um bom exemplo de quão importante pode ser a arte na vida das pessoas, confira a palestra do Projeto Fotográfico Um Olhar, uma apresentação do resultado do projeto Um Olhar, que desenvolve oficinas semanais de fotografia com os jovens da comunidade Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Com o objetivo de incentivar o olhar crítico, os participantes foram estimulados a desenvolver ensaios em diversas comunidades, sobre os mais variados temas. O resultado é agora apresentado na Biblioteca Temática Belmonte, por meio de exposição de fotos, da exibição de um documentário realizado pelos jovens e por um debate.

SERVIÇO:

Projeto Um Novo Olhar
Onde: R. Paulo Eiró, 525, Santo Amaro, tel:5687-0408.
Quando: Terça-feira, dia 21, às 14:30.

Vamos dançar?

Vamos dançar?

O Centro Cultural São Paulo (CCSP), a maioria deve saber, estimula todo tipo de manifestação artística, seja ela veiculada por meio da pintura, da escultura, da música, da literatura, do cinema ou da dança.

Se você, caro leitor, freqüenta assiduamente o Tudo Por Nada, já deve ter reparado que os eventos de dança não são dos mais divulgados aqui no blog. Isso se deve não porque a nossa equipe não curta muito essa vertente da arte – de forma alguma -, mas porque, de fato, são poucos os espetáculos do tipo que acontecem na cidade, ainda mais em comparação com os de cinema ou de teatro, por exemplo.

Há pouco tempo mesmo falamos do espetáculo Pode-se apostar que o homem desaparecerá, como um rosto de areia no limite do mar, em cartaz até o dia 19/10 no CCSP. Mas se você quer mais, uma boa oportunidade: a exposição Sisudez e Alegria, Protesto e Desbunde – Cenas da Formação da Dança (Contemporânea) Paulista. O Núcleo de Curadoria de Dança do CSSP preparou uma exposição com 49 fotografias e 14 vídeos que fazem parte do Acervo de Dança do Arquivo Multimeios do Centro Cultural São Paulo.

SERVIÇO:

Sisudez e Alegria, Protesto e Desbunde – Cenas da Formação da Dança (Contemporânea) Paulista
Onde: R. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel: 3383-3402. Espaço Flávio Império e Passagens do CCSP.
Quando: De terça a domingo, das 10:00 às 22:00. Até 30/11.