Quem freqüenta o blog há algum tempo, já deve ter reparado que o Tudo Por Nada já falou de eventos relacionados a culturas de todo o mundo. Já comentamos de exposição indígena, de mostra de cinema árabe, italiana, peça sobre o judaísmo, enfim.

Só que até agora a gente não tinha falado nada sobre a cultura africana, que, aliás, é a raiz de vários de nossos aspectos culturais (seja na dança, na língua, na culinária, na música, no jeito de ser). Mas agora os seus problemas acabaram. Não perca a exposição Bijagós – A Arte dos Povos da Guiné Bissau, aberta ao público até o dia 19 de novembro no Museu Afro Brasil, localizado no Parque do Ibirapuera. Com curadoria de Emanoel Araújo, a mostra traz 78 peças produzidas pelos Bijagós, habitantes das ilhas da costa de Guiné Bissau, na África, e usadas e rituais e festas.

As obras produzidas pelos Bijagós têm o reconhecimento crítico internacional pelas qualidades e particularidades em suas obras de escultura. Os povos bijagós foram descobertos pelos portugueses entre os séculos 15 e 16. Independente de Portugal desde 1973, após violentos conflitos, a República de Guiné-Bissau é hoje um país pobre, que depende da ajuda internacional.

Foto do usuário do Flickr "ARTExplorer"

Há estudiosos que se referem aos bijagós como “escultores do espírito” pelo grande domínio técnico, artístico e religioso demonstrado em objetos sagrados ou receptáculos conhecidos como “irãs”. Eles acreditam que, depois da morte, a alma vagueia na selva até assentar-se em uma escultura, também chamada de “espaço estável”.

SERVIÇO:

Bijagós – A Arte dos Povos da Guiné Bissau
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, tel: 5579-0593.
Quando: De terça a domingo, das 10:00 às 17:00 (permanência até as 18:00).

Você deve se lembrar que eu já falei da FESPSP aqui no blog, não? Como a programação das oficinas está sempre mudando, achei de bom grado comentar sobre elas de novo. Não que eu esteja sem assunto para postar aqui no blog, muito pelo contrário, mas para aqueles que têm preguiça de investigar o arquivo de entradas do Tudo Por Nada, aí vão algumas belas sugestões.

Carreira Acadêmica: Como se desenvolve uma carreira acadêmica e o que se pode pretender por meio dela? Nesta oficina o participante poderá entender melhor como uma carreira acadêmica transcorre nos mais diversos ramos de atuação, como docência, pesquisa e diversos níveis de titulação e atuação profissional. Com o mercado de trabalho, em algumas áreas, cada vez mais saturado, a Academia pode ser uma excelente alternativa para os recém-graduados.

  • Dia 16/10, das 14:00 às 17:00.

Argumentação – Organizando Idéias: Quantas vezes você já disse ou ouviu dizer: “Eu tenho idéias, mas não consigo colocá-las no papel”? Nesta oficina, os participantes entenderão os motivos dessa dificuldade tão corriqueira e terão possibilidade de resolvê-las sem muito esforço. Oficina ministrada por Márcia Arouca. doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem e integrante do Grupo Acadêmico Pedagógico da FESPSP.

  • Dia 18/10, das 14:00 às 17:00.

Brasil, Rússia, China e Índia: O BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) é formado por nações apontadas por diversas instituições financeiras como países emergentes que poderão, em um futuro próximo, alterar os rumos da economia global. Entretanto, o grande crescimento é acompanhado por contradições profundas. Na oficina, a docente procurará discutir os desafios enfrentados por esses países no caminho para o desenvolvimento.

  • Dia 25/10, das 14:00 às 17:00.
Até 2040, cerca de 50% do PIB mundial estará nas mãos desses paises

Em 40 anos, países do BRIC podem deter mais de 50% do PIB mundial

Interpretando o Brasil: A partir de uma análise ampla da sociedade brasileira podemos conhecer um pouco mais sobre a formação e desenvolvimento de nossa história. Com uma abordagem interdisciplinar a oficina proporcionará aos participantes a oportunidade de refletir e conhecer um pouco mais sobre os problemas que marcam a história brasileira.

  • Dia 30/10, das 14:00 às 17:00.

Para se inscrever, clique aqui.
Para ver a programação completa, clique aqui.

SERVIÇO:

Oficinas FESPSP
Onde: R. General Jardim, 522, Vl. Buarque (próximo ao metrô República), tel: 3123-7800.
Quando: Ao longo do mês de outubro. Em diversos horários.

Não, caro leitor, você não leu errado. Sei muito bem que estamos em outubro e que ano é 2037. Apesar de maio ser o mês das noivas, o tema desse post é arte moderna. Os Salões de Maio aconteceram nos anos de 1937, 1938 e 1939 e tinha como objetivo consolidar as pesquisas modernas no país. Resultado do grande evento modernista que foi a Semana de 1922. Idealizados pelo artista e jornalista Quirino da Silva, em parceria com Flávio de Carvalho e Geraldo Ferraz, os Salões de Maio se configuraram como um marco no modernismo brasileiro.

Texto de Graça Aranha exposto do CCSP

É justamente para recuperar a memória de tão tradicional evento, que está aberta ao público até o dia 16 de novembro a exposição Salões de Maio, no Centro Cultural São Paulo. Apesar do modernismo ter lugar cativo na história da arte nacional, este é o único arquivo de um evento modernista de São Paulo que foi conservado com registros de gastos, fichas de inscrição e livros de presença, além de correspondência e publicações, e que será apresentado ao público pela primeira vez. Entre os documentos mostrados estão cartas inéditas de Murilo Mendes, Flávio de Carvalho, Menotti del Picchia, Geraldo Ferraz e Ernesto de Fiori e obras de artistas da Coleção de Arte da Cidade de São Paulo, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Cândido Portinari e Lasar Segall.

SERVIÇO:

Salões de Maio
Onde: R. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel: 3383-3402. Sala Tarsila do Amaral e Gabinete de Papel.
Quando: De terça a sexta-feiras, das 10:00 às 20:00. Sábados e domingos, das 10:00 às 18:00.

o que é moda para você?

Responda rápido: o que é moda para você?

Num dos meus últimos posts eu disse que toda manifestação humana trabalhada com criatividade pode ser considerada arte. Portanto, moda também é arte. Ela não apenas origina produtos de extrema riqueza visual, como também é reflexo das culturas ao longo do tempo.

Claro que, hoje em dia, a indústria da moda, do jeito que se configura e atua, não passa de uma grande e luxuosa futilidade, que idolatra valores estéticos questionáveis, padrões de beleza insanos e um nível de consumo exagerado. Mas isso é a indústria da moda, porque a moda em si, como eu já disse e reafirmo, é de muita importância.

E é justamente esse o assunto da mostra Papiers à la Mode, em exibição até o dia 11 de novembro no Museu de Arte Brasileira (MAB) da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). As artistas plásticas Isabelle de Borchgrave e Rita Brown reúnem trajes e acessórios (sapatos, chapéus, bolsas e xales) feitos exclusivamente em papel e em tamanho natural. São 300 anos da história da moda através de 60 modelos.

De longe, nem parece papel

De longe, nem parece papel

Na coleção, referências como um vestido da rainha Elizabeth I da Inglaterra, de 1599; trajes ingleses de cidade e campo usados no século XVII; vestidos de Maria Antonieta (século XVIII) e roupas características do século XX (Irmãs Callot, Poiret, Lanvin e Redfern).

Isabelle, que domina diversos procedimentos técnicos, consegue transformar planos em volumes e folhas de papel em vestidos. Além disso, é conhecedora de têxteis e por meio de recursos que vão da tintura à colagem, consegue dar ao papel as várias texturas e as consistências que os caprichos da moda requerem.

SERVIÇO:

Papiers à la Mode
Onde: R. Alagoas, 903, Higienópolis, tel: 3662-7198.
Quando: De terça a sexta-feira, das 10:00 às 20:00. Sábados e domingos, das 13:00 às 17:00.

Quando nós estudamos História no colégio, geralmente aprendemos muito das civilizações européias, das asiáticas e quase nada do resto do mundo, como se ele se limitasse a esse eixo geográfico. Porém, dentre essas raridades que nos ensinam, estão os povos pré-colombianos, mais especificamente os incas, os maias e os astecas. Agora, se eu lhe perguntar quem foram os paracas, você conseguiria me responder? Dificilmente…

Tipica fabricação têxtil paraca

Típica fabricação têxtil paraca

Pois é justamente esse povo o destaque da mostra Paracas: Tesouros Inéditos do Peru Antigo, em cartaz até o dia 02/11 no Centro Cultural Fiesp. São 84 peças paracas, do Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru que estão em exibição para o público. A exposição é 100% disposta no chão da galeria. “Os tecidos não serão exibidos verticalmente, pois não podem ser repuxados de forma alguma”, explica Haron Cohen, responsável pela museografia (cuidado e organização) da exposição, em entrevista ao site do Centro Fiesp.

Apesar de haver outros tipos de peça em exibição, que não as têxteis, são justamente as obras em tecido o grande legado artístico-cultural da civilização de Paracas. Surgida em 700 a.C (mas descoberta apenas em 1925), ela tinha como costume enrolar os mortos em volta de camadas de tecido, sendo a mais externa sempre a mais bonita e elaborada.

SERVIÇO:

Paracas: Tesouros Inéditos do Peru Antigo
Onde: Av. Paulista, 1313, tel: 3146-7405/06.
Quando: Segunda das 11:00 às 20:00. Terça a sábado das 10:00 às 20:00. Domingo das 10:00 às 19:00.