Para quem nunca ouviu falar, "Repeat All" é uma mostra itinerante de videoarte, inaugurada em 2006, que finalmente chega ao Brasil, mais precisamente no Museu da Imagem e do Som do Estado de São Paulo. O título, que em português significa "Repetir Tudo"  (numa tradução livre), questiona a repetição na produção artística dos dias de hoje.

Imagens de satélite da Nasa que mudam de cor acompanhadas por música eletrônica

Nela, 14 artistas e coletivos tentam reinventar cenas típicas da pintura a óleo, porém sobre uma nova plataforma: o audiovisual. Entre documentários, animações, clipes, performances e obras de ficção pode-se notar a infinita criatividade que atinge em cheio esse gênero artístico.

SERVIÇO:

Repeat All
Onde: Av. Europa, 158, Jd. Europa, tel: 2117-4777.
Quando: Todos os domingos, das 11:00 às 18:00 horas. Até 29/03.

Vamos dançar?

Vamos dançar?

O Centro Cultural São Paulo (CCSP), a maioria deve saber, estimula todo tipo de manifestação artística, seja ela veiculada por meio da pintura, da escultura, da música, da literatura, do cinema ou da dança.

Se você, caro leitor, freqüenta assiduamente o Tudo Por Nada, já deve ter reparado que os eventos de dança não são dos mais divulgados aqui no blog. Isso se deve não porque a nossa equipe não curta muito essa vertente da arte – de forma alguma -, mas porque, de fato, são poucos os espetáculos do tipo que acontecem na cidade, ainda mais em comparação com os de cinema ou de teatro, por exemplo.

Há pouco tempo mesmo falamos do espetáculo Pode-se apostar que o homem desaparecerá, como um rosto de areia no limite do mar, em cartaz até o dia 19/10 no CCSP. Mas se você quer mais, uma boa oportunidade: a exposição Sisudez e Alegria, Protesto e Desbunde – Cenas da Formação da Dança (Contemporânea) Paulista. O Núcleo de Curadoria de Dança do CSSP preparou uma exposição com 49 fotografias e 14 vídeos que fazem parte do Acervo de Dança do Arquivo Multimeios do Centro Cultural São Paulo.

SERVIÇO:

Sisudez e Alegria, Protesto e Desbunde – Cenas da Formação da Dança (Contemporânea) Paulista
Onde: R. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel: 3383-3402. Espaço Flávio Império e Passagens do CCSP.
Quando: De terça a domingo, das 10:00 às 22:00. Até 30/11.

Você!

Você!

Não são todos que se lembram, mas dois anos atrás a revista americana TIME elegeu como a personalidade do ano: você, o internauta – ou todo produtor de conteúdo da chamada web 2.0, popularizada pelo site You Tube.

Nele, qualquer pessoa pode divulgar algum trabalho audiovisual seu e até mesmo tornar-se uma celebridade. No entanto, essa facilidade na produção de conteúdo, acaba gerando muito “lixo“.

Se você gosta de navegar pelo You Tube e tem vontade de divulgar vídeos seus, um bom jeito de começar é por meio da oficina Vídeo de Rua, que começa no próximo dia 8, quarta-feira, no Centro Cultural da Juventude. A oficina aborda conceitos teóricos e ferramentas técnicas para crítica e o exercício prático da criação, além do desenvolvimento da linguagem de vídeo.

SERVIÇO:

Vídeo de Rua
Onde: Av. Dep. Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha, tel: 3984-2466.
Quando: De 08/10 a 31/10. Todas as quartas e sextas-feiras, Pás 14:00. Inscrições pelo telefone.

+ de CCJ INDEPENDENTE

Já falamos um pouco sobre programação abordando as culturas judaica e árabe. Agora, é a vez da comunidade coreana mostrar a sua cara. Em exibição até o dia 21 de setembro, a mostra Estado de Exceção – Venha Ver a Coréia (Ver Você) tem como objetivo “investigar o imaginário da comunidade coreana em São Paulo e questionar estereótipos e preconceitos, em obras de dez artistas e designers, naturais  da Coréia do Sul, Brasil e Itália”.

A mostra pode ser vista no Paço das Artes e tem curadoria de Marcelo Rezende. Ela é composta de vídeos, vídeo-instalações, instalações e instalações fotográficas, arranjadas com um especial descuido ao longo do espaço, como se fossem diversas manifestações artísticas. Segundo o curador, o formato de uma manifestação é o apropriado porque “não é representativa, não é explicativa, não é ilustrativa. A manifestação acontece”.

Uma das obras mais intrigantes é a do paulistano Marcelo Reginato. Para simbolizar a união entre as duas comunidades, ele criou uma escultura no formato de duas grandes colméias. Cada uma traz, em seu interior, um incenso diferente: um de erva brasileira e outro de erva oriental. Ambas estão dispostas em sentido horizontal, em níveis diferentes, sem contato entre si. Enquanto os incensos queimam, suas fumaças e cheiros se misturam. Ao cair no chão, suas cinzas se fundem. O artista parte da simbologia do processo de queima para ilustrar o longo processo de quebra da insensibilidade, do esquecimento e do estado de exceção. A proposta é mostrar que o contato entre dois universos distintos é inevitável, mesmo que invisível (representa o pela mistura dos aromas dos incensos).

Já na ficção “Mamãe, Papai, Eu Sou Um…” de Wagner Morales, uma situação familiar se converte, a cada seqüência, em episódios raciais, sociais e econômicos.

A comunidade coreana começou seu movimento de vinda a São Paulo em 1963. Hoje, já são mais de 50 mil ma cidade, sendo que 70% deles concentram-se nos bairros da Aclimação, da Liberdade e do Bom Retiro. “Apesar dos dados estatísticos, a comunidade coreana é entendida pela cidade como estado de exceção permanente, sempre à espera de uma efetiva integração”.

SERVIÇO:

Estado de Exceção – Venha Ver a Coréia (Ver Você)
Onde: Av. da Universidade, 1, Cidade Universitária, tel: 3814-4832.
Quando: De terça á sexta (das 11:30 às 19:00). Sábados, domingos e feriados (do 121:30 às 17:30). Fecha às segundas.